Final de ano não tem como "não" pensar no tempo...Tempo que passou de pressa, que demorou, que nunca pára.
Marcelo Tas é jornalista e comunicador de TV e espirituosidade não lhe falta. Tem três filhos: Luiza, 20 anos, Miguel, 8, e Clarice, 4. É âncora do CQC ( que quando o tempo e a rotina ajudam eu assisto) e autor do Blog do Tas. crescer@marcelotas.com.br .
Sempre que posso leio suas colunas. Gosto de saber o que "pais" que vivem de fato a paternidade pensam.
Essa coluna, a qual postei alguns trechos fala sobre essa magia do "tempo".
"Na chegada do meu primeiro filho, tive um sonho delirante: em vez do bebê minha mulher tinha parido um relógio! Posteriormente, a experiência de pai me mostrou que o delírio era pura realidade. Filhos são uma espécie de tic-tacs inseparáveis que irão nos acompanhar pelo resto da vida. Quando nos tornamos pais, as semanas passam a ter sete dias e os dias 24 horas. A casa de uma família com filhos nunca fecha. É rotina comparável a uma farmácia de plantão ou batalhão do Corpo de Bombeiros.
O aprendizado de conviver com esses verdadeiros reloginhos de carne e osso às vezes é divertido mas bastante trabalhoso. Nas férias, gastei saliva para explicar para Miguel, meu filho de 8 anos, que não valeria a pena a gente ficar uma hora na fila de um brinquedo da Disney que nos traria apenas dois minutos de diversão. Semanas depois, a família toda está dentro do carro a caminho da casa dos avós, já exausta depois de 300 km de estrada. Miguel manda a clássica pergunta:
– Tá chegando?
– Sim, eu respondo, agora falta pouco. Só uma hora.
– Ué, aquele dia você não disse que uma hora demorava muito?
A sensação da passagem do tempo é totalmente diferente entre adultos e crianças por uma razão muito simples. Elas, as crianças, muito mais sábias, vivem o tempo todo no presente. Enquanto nós, adultos, vivemos angustiados com o passado ou ansiosos pelo futuro. O tempo é o grande dilema dos adultos. Passamos as duas primeiras décadas de vida sem nos importar com o assunto. Depois, tentamos evitar a todo custo o peso dos anos. Temos profundas dificuldades com a ideia da velhice, da perda de potência física ou do fato inexorável de que estamos a caminho do último dia de nossas vidas."( Marcelo Tas)
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