Adorei!
Quando li a matéria, achei fantáticas, iniciativa e execução da ideia.
Já que tanto falamos em crise e em mudanças na educação, bem que poderia servir de exemplo ou de ideia já para os nossos "pequenos" que iniciam o ensino fundamental. Por mais mudanças que o sistema já tenha tido nos últimos anos, penso que poderia se usar muito mais o nosso ambiente, a nossa natureza, a liberdade de criatividade, a interatividade, os espaços físicos e as habilidaes de cada um em prol de um aprendizado realmente prazeroso e não tão somente obrigatório. Hoje, para o nosso ainda "atual sistema de ensino" funcionar perfeitamente deve reinar a passividade. Professor falando e aluno ( crianças) sentados escutando. As crianças mudaram, os pais mudaram, o mundo mudou, o sistema continua o mesmo. Novas formas de conexão com os alunos devem surgir. Volto a dizer: Para que o aprendizado não seja somente obrigação e sim prazer em aprender.
Aqui estão alguns trechos do artigo:
"Em 1985, Mikhail Gorbachev implementou a Perestroika, um conjunto de políticas para reorganizar a União Soviética, que se encontrava assim como o socialismo por ela defendido em crise. A mesma palavra, que em russo significa reconstrução, foi utilizada para nomear um curso de criação publicitária fundado em 2007 por quatro colegas que pretendiam gerar uma nova técnica de aprendizado. A empreitada deu tão certo que evoluiu para um conjunto de cursos relacionados à comunicação e que hoje culmina na escola de atividades criativas Perestroika.
Entre 2005 e 2006, os publicitários Tiago Mattos, Felipe Anghinoni e Márcio Callage reuniam-se a cada 15 dias para tentar encontrar um formato interessante e instigante de negócio. "
"O êxito da Perestroika se dá não apenas pelo conteúdo interessante, mas também pela forma como as aulas são ministradas. Baseados na filosofia de que quanto mais à vontade o aluno estiver, mais propício ao aprendizado ele se encontrará, os professores buscaram recursos da teatralidade e da interatividade para chamar a atenção de cada um. Batizado pelos donos da Perestroika de "experience education", a metodologia de aula focada nos estímulos sensoriais permitiu a eles vestirem-se de Branca de Neve, vaca, policial e outros personagens inusitados, para aproximarem-se dos alunos. O número reduzido de alunos na sala é outro fator que facilita a interação."
"– A grande importância do processo criativo não é ter a ideia, porque isso todo mundo tem. O difícil é executá-la. A nossa postura é a do "vai lá e faz", estimulamos muito isso – resume Tiago Mattos."